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21/08/2008 18:42
Nessa época que se fala demais em olimpíada, uma notícia me chamou a atenção:
Na cerimônia de abertura, uma menininha chinesa cantou uma música em homenagem à pátria. O que se ficou sabendo depois, é que na verdade ela não cantou, apenas dublou. Quem cantou mesmo foi uma outra menina que ficou nos bastidores.
O motivo ? ela não seria "bonita o suficiente" (um modo mais enfeitado de se dizer que era feinha...).
Na hora lembrei do caso Milli Vanilli.
Pra quem não lembra :
Uma dupla criada no final dos anos 80 pelo produtor alemão Frank Farian, que já tinha feito muito sucesso na época das discotecas, nos 70s com o grupo Boney M.

Ele recrutou dois negros jovens e bonitos, Fab Morvan e Rob Pilatus, para aparecer na capa do LP "All or Nothing" e nos videoclipes.
Na verdade, quem cantou mesmo foram Brad Howell e John Davis, músicos de estúdio.

Acontece que o sucesso foi maior do que eles podiam prever, vendendo milhões de discos no mundo todo, puxado principalmente pelos hits "Girl, You Know It's True", "Baby Don't Forget My Number, "Girl I'm Gonna Miss You" e "Blame It on the Rain".
Chegaram a ganhar o prêmio Grammy como "best new artist" de 1989.
Desde o começo, rumores já davam conta de que a dupla não havia cantado em "All or Nothing", e a decisão foi revelar a verdade, se acreditando que o sucesso em si seria suficiente para aguentar o baque. Não foi.
O mundo da música pop veio abaixo. Dentre outras coisas, o Grammy teve de ser devolvido, e a credibilidade foi à abaixo de zero.
Nessa história, Fab Morvan e Rob Pilatus foram abandonados à própria sorte, como se a cupla pelo embuste fosse somente dos dois.
Na história da indústria fonográfica, já foi comum casos onde músicos de estúdio substituíam os artistas na gravações, mas nunca nessa proporção.
No início da década de 90, os produtores resolveram insistir, apostando na marca, dessa vez lançando os verdadeiros cantores como "The Real Milli Vanilli", inchando o grupo com mais 3 integrantes (sendo uma moça, e um sujeito que era uma cópia xerox dos carinhas...)
Pra completar, o disco tinha o risível título de "The Moment Of
Truth" (A Hora da Verdade...). Naufragou.
Em 93, foi as vez dos dois modelos tentarem a sorte, como "Rob & Fab", e um CD auto-intitulado. Também "não pegou".
A fórmula não funcionava mais.
Nos anos seguintes, Fab Morvan caiu nas drogas e na decadência, inclusive tendo sido preso em 95, por assalto.
Foi encontrado morto em 98, por overdose. Nunca se saberá se acidental ou provocada.
De uns tempos para cá, também por conta do sucesso nas cine-bios, começou a se falar em um filme contando toda essa história.
Realmente tem todos os ingredientes: ascensão e queda, e tudo o mais.
Como curiosidade, confiram nessa montagem como seria a capa do disco do Milli Vanilli se fossem os verdadeiros cantores na capa. Será que venderia tanto quanto ?

Ah, a propósito, já estava me esquecendo das menininhas :
Quem dublou foi Yang Peiyi, de 7 anos, e quem cantou foi Lin Miaoke, de 9 anos.

Espero que ela não fique traumatizada pro resto da vida...
enviada por André
21/08/2008 10:46
Josh Rouse
Estive sexta, dia 15, no Sesc Vila Mariana, onde tocou o cantor & compositor norteamericano (e atualmente radicado na Espanha) Josh Rouse e sua banda.
Apesar dele não ser tão conhecido assim no Brasil, praticamente lotou o teatro.
Confortavelmente instalados, fomos sortudos de presenciar uma apresentação impecável.
Josh sabe lapidar as canções numa estrutura entre o country-rock e o soul, com uma sonoridade que nos remete ao pop radiofônico dos anos 70, que foram sua base musical.
Às vezes podia lembrar um Neil Young, em outros momentos um Jackson Browne ou Todd Rundgren.
O tecladisca Mike Cruz se destacava na banda, pontuando as músicas com um órgão muito bem de se ouvir. Completavam o combo o baixista (e sósia do Mike Mills do REM) James Haggerty e o baterista Marc Pisapia, que fazia vocais de apoio em várias músicas.
No encerramento, 3 de suas melhores composições: "Slaveship" (do álbum "1972"), "Sad Eyes" (de "Nashville") e "Directions" (do único CD dele lançado no Brasil, "Home", de 2000).

enviada por André
15/08/2008 18:25
Fui ver um musical chamado "Lado B - Mudaram As Estações".
Com o subtítulo de "Uma ópera-rock dos anos 80", está em cartaz às terças (21hs) no Teatro Folha, que fica no Shopping Higienópolis (Av. Higienópolis, 618, piso 2 - Tel: 3823-2323).
No início estava com um pé atrás, afinal teatro e musicais nunca foram meu forte, e às vezes a exploração da marca "Anos 80" enche a paciência.
Mas vale a pena, e indico aqui.
Não é caro ( 20,00 inteira - 10,00 meia ), dura 80 minutos e é bem divertido.
Uma banda se vê diante das conseqüências de seu sucesso iminente. É uma espécie de adaptação do filme "Almost Famous" (Quase Famosos) para a década de 80, com umas sacadas boas.
Claro que se a pesoa tiver as referências da época vai entender bem mais, mas mesmo se não for o caso, consegue-se dar boas risadas.

enviada por André
12/08/2008 17:47
Por problemas técnicos
Ficamos fora do ar durante um tempo, e alguns posts sumiram, mas agora voltaremos a postar normalmente...
enviada por André
13/06/2008 20:01
Louise LeCavalier e o La La La Human Steps

A dançarina canadense Louise LeCavalier se destacou nas décadas de 80 e 90, notadamente no grupo La La La Human Steps, que meio que foi uma referência e revolucionou a dança moderna. Bem, eu não sou assim um grande conhecedor, mas sei que não estou falando bobagem.
Eles praticavam uma dança diferente: intensa, física, nada sutil.
Louise se tornou uma espécie de "a cara da companhia", com seus inconfundíveis longos cachos platinados.
Sua principal característica era o passo Barrel Jump, que consiste em piruetas verticais.
Muitos poderiam perguntar porque estou falando de dança aqui, mas é que há uma forte conexão com a música pop.
Em 1988, David Bowie a convidou o La La La Human Steps para participar de um show seu, na música "Look Back in Anger". Impressionante o que essa mulher fazia com o corpo, só faltava voar:
" target=_blank>Look Back In Anger
Em 1990, Louise participa com Bowie do clipe de "Fame", que é este daqui:
" target=_blank>Fame
Louise LeCavalier tem hoje 50 anos e é professora de dança, no Canadá.
Veja mais em : www.lalalahumansteps.com

enviada por André
03/06/2008 18:43
Cantoras
Após o sucesso de Amy Winehouse, as pessoas acabaram prestando atenção em cantoras com influência de soul music.
E como se diz, toda gravadora agora quer ter a sua Amy também. Estando "na moda" ou não, é bom que apareçam cantoras que saibam cantar, com músicas bem feitas, com um instrumental bem tocado.
Nós agradecemos.
Algumas são bem jovens, como a galesa Duffy.
Seu disco de estréia, "Rockferry" foi lançado no Brasil, e é muito bom. Tem sido comparada com Amy Winehouse, mas eu também vejo algo de Dusty Springfield, uma certa elegância.
Uma versão ao vivo de "Warwick Avenue":
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A jovem inglesa Adele também tem classe.
Seu primeiro lançamento é "19" (a idade que ela tinha quando o gravou). Veja "Chasing Pavements" :
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A novairquina Nicole Willis não é tão mocinha, e já está na estrada há algum tempo. Fez vocais para muita gente, como Curtis Mayfield, The Brand New Heavies e Dee-Lite. Junto ao grupo The Soul Investigators, ela lançou ano pasado o elogiadíssimo "Keep Searchin' Up", que merece ser conhecido.
Essa é "If This Ain't Love":
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Sharon Jones é uma veterana, somente redescoberta há alguns anos atrás. "Naturally" (2005) e "100 Days, 100 Nights" (2007) parecem ter sido gravados nos anos 60. Integrantes da sua banda, Dap-Kings, já tocaram com Lily Allen e Amy Winehouse (e Sharon é apontada como a sua maior influência).
Veja "100 Days, 100 Nights":
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enviada por André
28/05/2008 17:16
Blondie e "Heart of Glass" no Micón
O apresentador Marcos Mion, da MTV, às vezes acerta.
Como no quadro "Micón", onde ele faz paródias de videoclipes.
Este aqui foi especial, com "Heart Of Glass" do Blondie.
Repare os trejeitos, caras e bocas, tudo na hora exata.
E o detalhe do Mionzinho (ajudante-cover do VJ) imitando os integrantes da banda, também está absolutamente impagável:
" target=_blank>Blondie/Mion
enviada por André
14/05/2008 13:18
Capitol-EMI lança coletânea do Radiohead
No início de junho será lançado o "The Best Of" do Radiohead.
Segundo consta, a banda não teria ficado contente com esse lançamento, mas acabou liberando.
O interessante do pacote, é o DVD com os videoclipes.
Até hoje só havia saído aquele "7 Minute Commercials", que era muito regulado, só 7 músicas.
Olha o tracklist:
01. Creep
02. Anyone Can Play Guitar
03. Pop Is Dead
04. Stop Whispering
05. My Iron Lung
06. High and Dry (UK version)
07. High and Dry (US version)
08. Fake Plastic Trees
09. Just
10. Street Spirit (Fade Out)
11. Paranoid Android
12. Karma Police
13. No Surprises
14. Pyramid Song
15. Knives Out
16. I Might Be Wrong
17. Push Pulk / Spinning Plates
18. There There
19. Go To Sleep
20. Sit Down Stand Up
21. 2+2=5 (Live at Belfort Festival)
O CD talvez não seja tão interessante, pois se trata de material já lançado anteriormente:
01. Just
02. Paranoid Android
03. Karma Police
04. Creep
05. No Surprises
06. High and Dry
07. My Iron Lung
08. There There
09. Lucky
10. Optimistic
11. Fake Plastic Trees
12. Idioteque
13. 2+2 = 5
14. The Bends
15. Pyramid Song
16. Street Spirit (Fade Out)
17. Everything In Its Right Place
Haverá também uma edição dupla, e o set-list do segundo CD é esse:
01. Airbag
02. I Might Be Wrong
03. Go To Sleep
04. Let Down
05. Planet Telex
06. Exit Music (For A Film)
07. The National Anthem
08. Knives Out
09. Talk Show Host
10. You Listen Listen
11. Anyone Can Play Guitar
12. How To Disappear Completely
13. True Love Waits [Live in Oslo, 2001 do cd I Might Be Wrong: Live Recordings]
enviada por André
02/05/2008 14:58
VIRADA CULTURAL - 2008
Esse ano, a Virada Cultural colocou mais de 3 milhões de pessoas nas ruas da cidade.
O evento foi criado há 4 anos, mas só a partir de 2007 que ficou mega desse jeito.
Das 18hs do sábado às 19 do domingo aconteceu tanta coisa, entre teatro, cinema, dança e apresentações diversas, mas o destaque mesmo são sempre os shows musicais.
Muitas atrações tinham lugar em diversos bairros, mas o principal era mesmo na região central.
Foi um sucesso, que consolidou de vez a Virada no calendário paulistano.
Aliás, só aqui mesmo para um acontecimento tão gigante.
Acompanhei bastante coisa dessa vez.
Se no ano passado eram 13 palcos, em 2008 eram 26.
Sendo impossível acompanhar tudo, escolhas tinham que ser feitas.
Coisas legais no Teatro Municipal tiveram que ser deixadas de lado, por causa de demora na fila de entrada, devido ao excesso de pessoas.
Dentre o que vi, integralmente ou parcialmente, foi mais ou menos isso aqui:
O TERÇO foto Maria Valéria
Comecei no Palco do Rock na Praça da República.
Já estava vendo que seria uma jornada de volta à infância e juventude (rsss) com ecos nos anos 70 e 80.
O Terço tocaria seu disco clássico de 1974, "Criaturas da Noite", reunindo os integrantes daquela época,
Flávio Venturini e Sérgio Magrão.
Como o guitarrista e líder Sérgio Hinds estava com o braço engessado, iria apenas cantar, e foi convocado Cláudio Venturini. Tivemos então um espécie de "14 Bis toca O Terço", já que três membros eram daquela banda.
Na última música, Hinds fez um esforço e tocou com o braço quebrado mesmo.
Dali fui dar minha primeira voltinha pelo início da noite paulistana.
A atmosfera estava ótima, com muita agitação no ar, e gente que continunava a chegar de todas as partes.
Logo percebi que ficar andando de um palco para outro cansa, principalmente para alguém que, como eu,
tinha trabalhado o sábado todo.
GAL COSTA
Sempre fui muito fã da fase áurea de Gal Costa, nos anos 60 e 70, mas nunca havia a visto ao vivo.
No Palco Principal, na Av. São João, Gal desfilou um repertório impecável.
O único senão, para mim, foi o fato dela se apresentar sozinha apenas acompanhada de um violonista.
Esse formato, digamos 'intimista',
não combinava com a ocasião, em um palco enorme para milhares de pessoas.
Eu acho que a noite pedia uma banda, 'enchendo' mais o som.
Em certos momentos eu ouvia mais a mulherada cantando atrás de mim
do que a própria Gal, mas de qualquer maneira valeu.
 CASA DAS MÁQUINAS
De volta ao rock, outro veterano dos 70's se reunindo, o Casa das Máquinas.
Com os dois integrantes originais, os irmãos bateristas Netinho (ex-Os Incríveis) e Marinho, além do veterano guitarrista Faísca. Foi legal ver as duas baterias ao vivo e relembrar a época.
Do meu lado, alguns garotos que não tinham nem 20 anos cantando todas a músicas... (?)
ZÉ RAMALHO
De novo o Palco Principal, outro cara que teve uma fase muito boa, e que nunca tinha visto ao vivo.
Zé Ramalho desfiou um fileira de hits, alguns com arranjos modernosos demais, porém a voz do paraibano ainda continua boa.
E antes que alguém gritasse 'toca Raul', ele mesmo se encarregou de entoar "O Trem das Sete"...
Ali perto, no Largo do Arouche, mais anos 70:
ANTONIO CARLOS & JOCAFI
O simpático Baile do Arouche recebia a dupla Antonio Carlos & Jocafi com seu sambalanço.
Só a versão de "Você Abusou" que ficou muito longa demais.
Nessa eles abusaram...
Ao contrário dos palcos maiores, os palcos secundários estava tranquilos, sem aperto, e bem gostoso de ficar.
De volta ao aperto da São João, Os Mutantes desfalcados:
OS MUTANTES
Agora reduzido apenas à Sérgio Dias e Dinho Leme da formação clássica.
Se não chegou a decepcionar, e foi muito competente, também não se comparou à apresentação no Museu do Ipiranga, que acompanhamos ano passado.
O repertório segura bem o show, e o público se envolveu e cantou junto, mas não há como negar que não há a mesma magia, e que Arnaldo, mesmo sem estar 100%, e Zélia (que diria) fazem falta.
Com a quantidade de gente, não dava pra se mexer dali, e não pude dar uma espiada na Maria Alcina,
que estava ali ao lado no Arouche.
Também não pude ver um dos shows que mais estava a fim, a reunião do trio Sá, Rodrix e Guarabyra no Teatro Municipal.
Me dirigi ao Teatro, já no fim da madrugada, onde Pepeu Gomes tocaria "Geração de Som", álbum instrumental de 1978, às 6 da manhã.
Nesse horário avançado, só os mais 'guerreiros' ainda estavam em campo, e o tempo de espera era menor, pouco mais de meia hora.
Pepeu se apresentou com os irmãos Jorginho e Didi Gomes, que gravaram o LP com ele há 30 anos,
e fez um set com energia a mais de mil.
Nesse momento, eu já fazia por merecer um sono reparador.
Só de ir para casa, tomar banho e deitar por 3 horas, já parece que um dia se passou, e se recupera um pouco ds forças.
PEPEU GOMES
PARTE II
Eu estava a fim de ver The Jordans, banda brasileira prérock'n'roll no baile do Arouche, 11 horas.
Só que que saí de casa 11:15, e ali do lado havia o Palco Das Meninas, então fui conferir Mallu Magalhães,
que tocou com o Overcoming Trio, acompanhada do baixista do Forgotten Boys e do vocalista do Vanguart.
MALLU MAGALHÃES foto Marcelo Costa
Domingo se iniciou com muito sol e calor, e um grande público, na grande maioria muito jovem, acordou mais cedo
para ver Mallu. Apesar do inegável carisma da garota, as covers de Bob Dylan e folk que eles tocaram não estavam
lá muito bem ensaiadas.
Ela tem talento e talvez não precisasse se esconder num trio e em outro repertório.
DO AMOR foto Marcelo Costa
Fui conhecer o Palco Indie, lá em cima no Pátio do Colégio, quase ao lado da Sé.
Ao grupo carioca Do Amor coube a árdua tarefa de subir ao palco num sol do meio dia e trinta, para um
público que ainda estava chegando.
Definitivamente, rock e sol a pino não combinam bem.
Depois dali, voltei para o outro lado do Anhangabaú.
Até estava a fim de ver mais coisas do Palco Indie, mas minhas pernas já pediam para ficar num lugar só.
Na rua Barão de Itapetininga, o clima estava bom também.
Ali era o lugar do Palco Canja Rock & Blues, onde vários músicos se encontravam durante a virada para fazer um som.
COMBAT ROCK foto Marcelo Costa
O grupo 'Combat Rock' foi montado para a ocasião, com Clemente (Inocentes), Mingau (Ultraje), Ari (365) e Redson (Cólera) para tocar Clash.
E fizeram muito bem, impressionante como ficou bom.
Logo depois Clemente convocou o restante dos Inocentes com Wander Wildner no vocal, com músicas de ambos e algumas
versões em português de Ramones e Sex Pistols.
Na apresentação seguinte, o rock pesado deu o tom, com Andreas Kisser e convidados.
O ponto alto foi quando eles levaram "Sunshine Of Your Love" do Cream, com Marsicano na cítara.
Foi durante esse show, que eu vi uma das cenas mais insólitas do fim de semana:
Perto de onde eu estava, um tiozinho bem simplório catava latinhas. Ao se iniciar os primeiros acordes de "Paranoid",
ele simplesmente deixou o saco de latinhas no chão e começou a agitar, cantando o clássico do Black Sabbath a plenos pulmões.
Só em São Paulo mesmo...
ORQUESTRA IMPERIAL foto Marcelo Costa
No Palco Principal, iria tocar a 'superbanda' Orquestra Imperial, que nunca havia visto ao vivo.
E o show deles é bem pra dançar mesmo, com músicas de baile e sambas de gafieira.
Eu já tinha pegado bronca do aperto da São João, e com o público começando a chegar em peso também para o show de Jorge Ben, que mais tarde encerraria o evento, foi ficando difícil de
ficar sossegado ali, e acabei saindo antes do final.
No ano que vem farei desta forma: assistirei somente os palcos pequenos, deixando de lado asgrandes aglomerações.
A não ser, é claro, no caso de ser algo notadamente imperdível.
Voltando ao rock e às minhas raízes setentistas (rss):
TUTTI FRUTTI foto Anderson de Jesus
O Tutti Frutti, do guitarrista Luis Sergio Carlini, fez um set baseado no repertório clássico
da época em que eram a banda de Rita Lee.
MADE IN BRAZIL foto Silvio Tanaka
Na sequência, os irmãos Vecchione e sua banda Made In Brazil só pra tocar rock'n'roll.
Um show que eu vi do Made há 25 anos atrás foi praticamente igual à esse, e a qualidade deles é exatamente não mudar, assim como AC/DC e outras.
FERNANDA TAKAI foto Marcelo Costa
Dei uma passada rápida pelo Palco das Meninas, onde Fernanda Takai fechava a noite, mas eu já havia visto o show completo mês passado.
ULTRAJE A RIGOR foto Marcelo Costa
Encerrando o Palco do Rock, supelotado, Ultraje a Rigor, tocando os hits dos anos 80 e algumas covers.
Esse foi o que eu vi mais de longe, e também o que o som chegava mais fraquinho.
Fica a sugestão para o ano que vem, dar uma turbinada no som desses palcos principais, pra quem estiver atrás poder ouvir melhor. Telões do lado do palco também seriam bem vindos.
Mas a principal queixa e sugestão para o ano que vem, é se colocar pelo menos 5 vezes mais banheiros químicos, e fazer a devida manutenção dos próprios durante a madrugada.
Aliás, se comentava como será a virada no ano que vem, já com novo(a) comandante na prefeitura.
Tomara que que não seja esvaziada, e sim aperfeiçoada.
Mas que cansa, cansa !
enviada por André
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